DayTrippers – Paixão em Viajar

Turcomenistão, Um País Surreal

Turcomenistão
Depois de nos apaixonarmos pelo Irã (ainda vamos contar muito mais no livro, mas realmente o país é um capítulo a parte), fomos para um dos países mais fechados do mundo, o Turcomenistão, seja na liberdade de expressão e imprensa ou para a entrada do turista. Só com o visto do Uzbequistão (próximo destino) e com o do Irã (destino anterior) em mãos fomos permitidos tirar o visto de trânsito de 5 dias para o Turcomenistão a 55 dólares e que leva 15 dias para ser processado. Na fronteira ainda foram mais 116 dólares em taxas para o Curumim e para nós.
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Bom, o que fazer em 5 dias além de cruzar 600km de deserto? A capital surreal Ashgabat foi a primeira parada. Depois do fim do domínio da união soviética no final da década de 90 o país, assim como a maioria dos “istão” da Ásia Central, caiu nas mãos de um governo ditatorial e extremamente excêntrico. Se valendo da riqueza de gás natural do país o presidente reconstruiu a capital Ashgabat toda em mármore branco e com os monumentos mais surreais que já vimos no mundo. Parecia que estávamos dirigindo em uma maquete e pensar em tirar foto já dava frio na barriga, já que a vigilância é enorme e é proibido fotografar prédios do governo.
Turcomenistão
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Apesar de ser um país fechado e com as pessoas relativamente paranóicas com o esquema “Big Brother”, dormimos uma noite no quintal de um senhor e no outro dia fizemos uma amiga que nos convidou para ficar em sua casa, nos mostrou a cidade, levou em um restaurante e no mercado central onde vimos muito das belas roupas típicas da mulher Turcomen, que aliás as mulheres usam por todos os lados. Acabamos ficando 2 noites contrariando o itinerário que deveríamos seguir do visto de trânsito, mas não tivemos problemas. Quando fomos embora nossa amiga Tawuz deu para Isa uma veste Turcomen completa.

Turcomenistão
85% do Turcomenistão é deserto cruzamos ele pelo meio, através do Karakum, o deserto mais quente da Ásia Central. Ainda assim passamos por alguns poucos vilarejos muito interessantes. Em um deles pudemos observar uns camelos enquanto abastecíamos o Curumim, depois as alunas de uma escola jogando vôlei com uniformes tradicionais e para finalizar a Isa fez amizade com as mulheres que tiravam leite de camelo. Ficamos a imaginar a vida naquele lugar tão remoto e desprovido de recursos naturais.
Turcomenistão
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Na sequência fomos para a “Porta do Inferno”. Esse é o apelido carinhoso que deram para uma cratera de 70 metros de diâmetro, no meio do deserto de Karakum, que queima gás natural desde 1971 quando engenheiros soviéticos escavavam em busca de petróleo. Ao encontrar o gás eles decidiram que o melhor seria queimá-lo antes de continuar e estimaram que se extinguiria em umas 4 semanas, mas o cálculo estava errado e segue queimando até hoje. Foi o ponto alto da nossa passagem pelo Turcomenistão, completamente diferente de qualquer coisa que já vimos. Um free camping surreal, com direito a vinho e sem necessidade de abastecer a fogueira!
Turcomenistão
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Não imaginávamos que nos conectaríamos e gostaríamos tanto de um país ficando apenas 5 dias, mas ao mesmo tempo foi suficiente para nós mesmos sairmos de lá meio paranóicos.
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3 comentários sobre “Turcomenistão, Um País Surreal

  1. Caio Lima

    Sou fã de vocês!!! Incrível o desprendimento da dupla por um objetivo em comum! Já adicionei o site aos favoritos, e acho que vou copiar o layout da mobília da casa de vocês! XD

  2. Anderson Santos Silva

    Caraca, conheci vocês só hoje e meio sem querer, agora tô acompanhando o site como se fosse uma série, parabéns pelo projeto!

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