DayTrippers – Paixão em Viajar

Muito Calor Na Sibéria

Com um certo trauma da recepção fria na nossa primeira visita à Rússia 8 meses atrás, chegamos dessa vez pela fronteira do Cazaquistão para entrar na Federação Russa pela Sibéria. Tudo que sabíamos até hoje da Sibéria é que é frio, muito frio. Mentira! Chegamos em pleno verão quando a a temperatura atinge os 40ºC e a paisagem estava completamente verde, seja de árvores ou de plantações e os rios abundantes fizeram dos nossos mais de 1.000km até a Mongólia um caminho muito agradável.

Sibéria

A Sibéria é a região da Rússia que vai desde os Montes Urais até o Oceano Pacífico e é tão extensa que dentro dela caberia o Brasil. O fato é que no planejamento original dessa volta ao mundo o Curumim não viria para a Ásia e faríamos a Sibéria de trem pela famosa Transiberiana mas nossas decisões nos levaram a chegar tão longe com nosso próprio carro. Tampouco era nosso plano ir 2 vezes para a Rússia, mas para quem vem do Cazaquistão não há outra opção para chegar a Mongólia.

Sibéria
Sibéria

Junto a nossos amigos holandeses em seu caminhão Mercedes ano 1980 com três filhos e dois cachorros fomos cumprindo o deslocamento com muita tranquilidade, fazendo sempre acampamento selvagem a beira de rios ou lagos onde nos refrescávamos nos dias quentes. Não dirigíamos mais de 200km por dia aproveitando os acampamentos gratuitos tão gostosos. Como todo interior de país, os russos da Sibéria são mais amigáveis que os da capital e nos fizeram conhecer uma nova Rússia, de novos russos.

Sibéria
Sibéria

As cidadezinhas do interior com casinhas de madeira e jardins floridos escondiam dos nossos olhos o frio de -40ºC que faria dali a poucos meses. Em uma conversa com um residente entendemos que a neve chega quase ao teto da casa. Tudo no nosso idioma de sinais e mímica, afinal na Rússia pouco se fala inglês e nosso russo ainda segue muito fraco apesar de ser a segunda língua em todos os países da Ásia Central que acabamos de conhecer. Ao menos já estamos craques no alfabeto cirílico e conseguimos entender melhor onde estamos, o que compramos no supermercado e o que comemos.

Sibéria

Chegando perto da fronteira da Mongólia tanto a paisagem como a cara das pessoas começou a mudar. Os campos verdes foram dando lugar as estepes, mais secas e com pouca vegetação e os loiros sumiram quando começaram a aparecer novamente os olhos puxados, semelhantes aos cazaques mas com feições ainda mais orientais. Empolgados com o mundo selvagem da Mongólia quase saímos da Rússia com uma boa impressão do país não fosse a situação da fronteira que de tão longa e complicada vai ficar para o livro!

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