DayTrippers – Paixão em Viajar

Salento: A zona cafeeira da Colômbia

No interior da Colômbia e com gostinho de Minas Gerais. Salento é uma delícia, cidadezinha simples e pequena, no meio das montanhas, produzindo o que a Colômbia exporta de melhor: café! Além disso conta com um centrinho cheio de charme, arquitetura colonial e a bela Igreja de Nuestra Señora del Carmen. A Calle Real tem um dos artesanatos mais diferenciados que vimos até hoje e é claro, tradicionais cafés, onde você pode apreciar uma xícara por apenas 35 centavos de dólar. Recomendamos o El Balcón de los Recuerdos e sua máquina de expresso de 1905.

Cafeteria El Balcón de los Recuerdos

O lugar é ideal para descansar e o Hostel e Camping La Serrana é ponto de encontro de overlanders e mochileiros, no meio das montanhas e apenas 15 minutos de caminhada do centro, com cara e tranquilidade de uma fazenda e uma bela vista. Depois de um dia de puro descanso, o que chamamos de “feriado” na estrada, fomos conhecer a principal atração de Salento, as fazendas de café. Nada muito diferente para nós pois a Isa nasceu em uma zona cafeeira de Minas Gerais, mas queríamos conhecer a produção orgânica e como fazem disso um turismo tão vibrante.

Acampados no La Serrana

Saí para uma corrida matinal e também com a missão de definir qual fazenda de café iríamos conhecer. No meio do caminho fui perseguido por um cachorro louco e furioso, não só com os dentes, mas com as gengivas de fora. Quando eles mostram as gengivas é que a coisa está séria. Caí no chão, me defendi com os pés, corri e saí são e salvo.

Fazenda escolhida a de Don Elias

Cheguei a ir a algumas fazendas e decidi qual iríamos visitar. A primeira opção, mais visitada e indicada pelo famoso guia de viagens para mochileiros, Lonely Planet, nós deixamos de lado, porque com certeza seria mais cheia e mais comercial. Fomos para uma mais barata e rústica, a finca do Don Elias, um senhor muito simpático que nos mostrou desde à plantação, passando pela secagem até a torra e o principal, a degustação do café orgânico que estava ótimo! Aproveitamos para conhecer Natália, a filha do Don Elias, que quando pode mantém uma carreira de cantora fazendo cover de cantoras consagradas colombianas, outra simpatia que nos deu até uma canja.

Café e prosa

Agora a missão era pegar o Restaurante da Lucy aberto. Já havíamos tentado outra vez e estava fechado no meio da tarde, mas não iríamos desistir de comer o menu completo de comida típica caseira à USD 3,5! Voltamos para o jantar, após as 18horas, esperamos mais um pouco até abrir o restaurante que dispensa letreiro e vive do boca a boca. No menu bastava escolher truta, frango ou linguiça, que viriam acompanhados de uma sopa com banana de entrada, arroz, feijão com banana, salada, banana frita, bem brasileiro, bem colombiano, com muita banana. Eu fui de linguiça, a Isa de peixe. Simples, gostoso e barato!

No restaurante da Lucy

Além disso tudo, pertinho de Salento está o vale de Cocora, uma área montanhosa de fauna e flora exuberante e principal concentração da palma de cera do Quindío, a árvore nacional da Colômbia. Nós já vínhamos de uma sequência de boas caminhadas e regiões montanhosas, então decidimos deixar o vale de Cocora para a próxima visita à Colômbia, mas segundo o nosso amigo holandês Frank, é belíssimo e vale a pena visitar. Aliás o Frank é um amigo que conhecemos no Pantanal brasileiro no início da viagem, e depois de 8 meses, coincidentemente nos reencontramos na Colômbia. O mundo é mesmo muito pequeno para os que estão na estrada!

Salento a noite

Agora era partir para o norte, passando por Medellin rumo ao caribe colombiano!

Cena botequeira nas ruas da cidade

Confira a galeria de fotos de Salento!

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *