DayTrippers – Paixão em Viajar

Nos Lagos Do Quirguistão Com Amigos Franceses

Entramos no montanhoso Quirguistão, mais uma ex-república soviética da Ásia Central, empolgados com as histórias de outros viajantes que encontramos mas também animados para tirar uns dias sem fazer nada depois dos 15 dias sem parar no Tajiquistão. Montamos acampamento em Osh, a segunda maior cidade do país com seus 250 mil habitantes. Faxina e dias descansando até a chegada do Damian, o amigo francês que viaja de moto desde a França e com quem viajaríamos parte do Quirguistão.

Quirguistão

Partimos crentes de que chegaríamos no mesmo dia ao lago Song-Kul mas entre abastecimentos tanto de combustível como de comida, estradas de terra e um desvio de mais de 100km para dar a volta em um “braço” do Uzbequistão levamos dois dias até o destino dormindo uma noite ao lado de uma casa em um vilarejo e outra junto com nômades no alto de uma montanha.

Quirguistão
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O lago Song-Kul, a mais de 3.000 metros de altitude, é sempre uma incógnita e costuma receber os visitantes com mau tempo. Nós, sortudos, tivemos 4 dias de sol acampados entre as “yurts” (as tendas dos nômades) nas margens do lago aproveitando o visual e admirando os cavalos, paixão nacional. No último dia, movimentamos para o lado norte onde tomamos um banho nas águas frias e tivemos uma vista ainda mais privilegiada das montanhas que cercam o Song-Kul.

Quirguistão
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Após passar pela capital Bishkek para fazer o visto do Cazaquistão fomos de um lago para o outro, dessa vez o maior do país o Issyk-Kul. São muitos os lagos que visitamos ao longo da nossa volta ao mundo e temos uma ideia que se prova cada dia mais verdadeira de que tamanho não é documento. O fato é que um lago muito grande como o Issyk-Kul parece quase um mar e não tem aquele charme da vista do outro lado e nem as belas curvas como um lago um menor. De qualquer maneira acampar perto da água é sempre melhor, ainda mais tendo encontrado nossos amigos franceses com quem cruzaremos em grupo a China. O Renaud e a Maryline vieram da França de motorhome com os três filhos de 2, 4 e 6 anos de idade. Aproveitamos para colocar as novidades da estrada em dia e falar sobre detalhes da China que nos aguarda.

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Estávamos adorando os lagos e a facilidade de acampar em qualquer canto do país que além de seguro tem sempre um gramadinho nos esperando, mas não podíamos deixar de lado o perrengue de fazer uma bela pesada montanha acima. Quando fomos visitar a reserva de Jeti-Ögüz e as famosas montanhas avermelhadas conhecidas como Seven Bulls conhecemos mais um casal francês que pedia carona e carregava um gatinho recém nascido. O Flo e a Mag estavam mochilando por aquelas bandas, encontraram o gato perdido e os três viraram nossos caroneiros. Logo nos entendemos e os convidamos para a trilha que faríamos até o lago alpino Ala-Kul.

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Tomamos juntos a decisão de fazer tudo em um dia só, mal informados pelo GPS que apontava um caminho mais curto, inexistente, até o topo. Começamos a trilha as 6 da manhã, para aproveitar melhor o dia e só as 2 da tarde atingimos o topo a 18km do ponto inicial, nós e o gatinho que por ser muito novo não pôde ficar sozinho em casa. A emoção de chegar exaustos aos 3.860 metros de altitude de onde se avista o lago foi grande tanto pelo esforço quanto pela beleza. O Ala-Kul está cercado de montanhas nevadas e estava metade branco por estar congelado em um lindo contraste com a parte verde já derretida a essa altura do verão. Na volta ainda pegamos chuva e chegamos já escuro, às 9 da noite para o meio das árvores onde o Curumim tinha ficado. Nossa trilha mais longa em um só dia totalizou 36km.

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O Flo e a Mag ainda seguiram com a gente para o Cazaquistão, passamos ao todo 5 dias juntos e o gatinho ganhou um novo lar no Quirguistão, adotado pela amiga do dono do camping onde ficamos antes de cruzar a fronteira.

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