DayTrippers – Paixão em Viajar

Porque Curumim?

Quando estávamos planejando a viagem, lendo a respeito de outros overlanders e casais que também se lançaram no mundo de carro, era curioso o fato de que todos sempre davam um apelido carinhoso ao veículo que seguiria jornada com eles. Chegamos até pensar em um nome para o nosso, mas não encontramos nada que fizesse sentido e deixamos para pensar nisso em um outro momento.

Curumim

Curumim posando pra foto

Já na estrada a história continuou, viajantes sempre perguntavam o nome do nosso fiel parceiro de estrada e nós simplesmente não tínhamos um nome pra ele. As vezes o chamávamos de Jipão, mas parecia não ter muito a ver com ele.

E assim foi durante todo o ano que viajamos pela América do Sul até retornarmos para o Brasil, quando, ao cruzar a fronteira da Venezuela com o estado de Roraima, nos demos conta de que o documento do nosso carro ainda era o de 2012, afinal saímos do país em janeiro de 2013 e só retornamos no final do ano.

Curumim

Já em terras brasileiras

O carro estava registrado no Rio de Janeiro, local onde morávamos antes de partir para essa jornada. Quando deixamos a cidade, entregamos apartamento, vendemos móveis, pedimos demissão dos nossos empregos e somente o Curumim continuou vinculado ao Rio, sua terra natal.
Acontece que no Brasil os detrans são separados por estados e não existe nenhuma comunicação entre eles, o que dificultou a nossa vida. Estávamos no norte do país e por lei não podíamos cruzá-lo com o documento do carro vencido, corríamos o risco de ter o veículo apreendido. E porque não contatar um amigo ou ligar para um despachante no Rio de Janeiro para nos ajudar a resolver o problema? Porque todo carro registrado no estado precisa obrigatoriamente fazer vistoria anual no detran do mesmo.

Curumim

Curumim dando entrevista em Boa Vista – Roraima

Depois de avaliarmos as opções, chegamos à conclusão que o mais fácil seria transferir o veículo para Roraima, afinal já “morávamos” lá há 15 dias na oficina do nosso amigo Elmer.
Ainda ficamos mais um tempo em Boa Vista na espera do DUT, aproveitando pra curtir essa terra pra lá de especial e os amigos macuxis, que sempre nos ensinavam coisas da cultura local, gírias, música e culinária. Nos divertíamos muito com as regionalidades e com a forma como eles usam palavras indígenas no dia a dia.

Curumim

Queridos amigos de Boa Vista

Em Roraima, menino é Curumim e menina é Cunhatã. Então do que mais podíamos chamar o nosso menino que agora é Roraimense? Está batizado Curumim, de papel passado em cartório e com firma reconhecida.

Curumim

Curumim sendo emplacado

Curumim

Os Curumins dos Macuxis

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *