DayTrippers – Paixão em Viajar

Pamukkale, excessivamente turístico, excessivamente belo

650km separam Istambul de uma das maiores atrações da Turquia, Pamukkale. Poderíamos ter feito em umas 10 horas mas o caminho todo nevado reduziu nossa velocidade seja por segurança ou pelas paradas para fotografar e acabamos chegando tarde da noite depois do nosso freio falhar na descida final e pararmos no acostamento para esperar o fluido do freio esfriar. De cara, naquela noite, sentimos que o turismo ali não era muito saudável quando enquanto batíamos na porta de um camping um sujeito encostou tentando nos enganar dizendo que o camping estava fechado e pediu que seguíssemos até o “camping” dele. Depois de constatarmos que o dele era uma garagem externa de um hotel a mais de R$50 voltamos ao camping anterior e descobrimos que estava, sim, aberto.

Pamukkale

Funcionando mas mal cuidado, o camping Baydil tem a melhor localização da cidade, de frente para as formações que tornaram Pamukkale famosa, mas parece se valer apenas dessa vantagem, pois pior que a condição dos banheiros era a antipatia dos funcionários. Tiramos um “dia de feriado” após tanta cidade grande e no dia seguinte fomos conhecer as travertinas, as piscinas naturais brancas que cobrem toda uma montanha e ficam ainda mais bonitas com a água azul que reflete tanto o céu como as próprias bordas.

Pamukkale
Pamukkale

Pamukkale signigica “castelo de algodão” e até que faz sentido, afinal não é em todo lugar que se encontra uma montanha toda coberta de branco. A formação branca é de rocha calcária conhecida como “travertino” formada quando o carbonato de cálcio da água quente subterrânea entra em contato com o ar. A água escorre de uma piscina para outra descendo a montanha e fazendo de Pamukkale um lugar em constante mutação, embora praticamente seca quando estávamos lá. Água mesmo só nas piscinas do corredor central, mas a beleza das demais ainda assim era estonteante.

Pamukkale

Chegamos no final do dia acreditando que boa parte dos ônibus e a multidão iriam embora antes do pôr do sol mas eles ficaram lá, firme e fortes. Apesar do grande fluxo de turistas caminhamos mais para os limites das travertinas e as tivemos por algum tempo o lugar só para nós. A medida que o sol baixava o branco do calcário tomava um tom amarelado e a textura semelhante a de estalactites ressaltava. Um paramotor sobrevoava esse Patrimônio Mundial da Unesco em um vôo que deve ser simplesmente incrível.

Pamukkale
Pamukkale
Pamukkale

A noite caiu e ainda estávamos por lá, curtindo os últimos detalhes desse lugar tão especial. No dia seguinte começamos o dia tranquilo, o camping era só nosso e não fosse o responsável vindo todos os dias logo de manhã cobrar a próxima diária (o que é bizarro em um camping) não havia nada que tirasse nossa paz. Eu estava desmontando a roda do Curumim para verificar um vazamento do fluido de freio enquanto a Isa preparava a água da fisioterapia e lá veio o cobrador. Ainda não tínhamos certeza se ficaríamos mais um dia então o simpático disse que teríamos uma hora para decidir ou ir embora. Sério? Tchau! Seguimos para o litoral do mediterrâeo turco sem saber bem para onde.

Pamukkale

Pamukkale é lindo, recomendamos, mas “mal acostumado” com o excesso de turistas e a sensação de turismo massificado é óbvia e impossível de se evitar, quem sabe no vôo de paramotor…

Pamukkale

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