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Montenegro, Uma Prova De Que Tamanho Não É Documento

Montenegro assim como a Bósnia está na região da Europa conhecida como Balcãs e é mais uma ex-república socialista iugoslava, a última a se desvencilhar da Sérvia, apenas em 2006, sendo um dos mais novos países do mundo atual. Com apenas 13.810km2 ou 0,16% do território brasileiro é também um dos menores países do mundo. Pensamos que antes de perceber estaríamos cruzando da fronteira de entrada para a de saída. Que nada!

Montenegro

Pelo Parque Nacional Durmitor

Costumo brincar que país assim pequeno não tem norte nem sul, está tudo no centro, mas começando pelo norte fomos para o Parque Nacional Durmitor, Patrimônio Mundial da UNESCO. A cidade base para se conhecer o parque é Zabliak, uma das mais agráveis cidades de montanha que já estivemos. Pequena, meio urbana, meio rural, bem tranquila. Aproveitamos para dormir no estacionamento do comércio central. No dia seguinte acordamos cheios de energia para algum hiking mais longo mas as informações iam contra os nossos planos.

Montenegro

Zabliak

Em pleno inverno as rotas estavam difíceis e exigindo mais tempo, o que não tínhamos com o sol se pondo por volta das 16h. O jeito foi curtir o visual de mais um “lago negro”, talvez o nome mais comum para lagos que conhecemos, então melhor tratá-lo pelo nome na língua local “Crno jezero”. Nada mal, o lago fica situado na encosta de uma montanha e rodeado de pinheiros, com um toque de neve para compor o visual, rendeu uma bela tarde. Na hora de ir embora, enquanto decidíamos se acamparíamos na portaria do parque ou no centro da cidade novamente, conhecemos o simpático Miso, dono do camping Razvrsje que acabou nos convidando para ficarmos lá de graça. Convite feito é convite aceito, e no final da tarde fomos recebidos pela Sra. Otomana, mãe do Miso com pão caseiro e café quentinho.

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O Lago Negro ou Crno jezero

Depois de 2 dias relaxando no camping e organizando um pouco a vida seguimos para o litoral do país, mas não pelo caminho mais curto. Demos a volta para conhecer o Cânion do Rio Tara, o mais profundo da Europa com 1.300 metros. Todo o trajeto, de mais de 100km, é de cair o queixo. Montanhas cobertas de neve, pinheiros e o cânion rochoso que margeia o Rio Tara extremamente azul e ótimo para rafting se estivéssemos no verão. De tanta beleza e tantas paradas para curtir e fotografar acabamos não finalizando o trecho e dormimos perto de uma casa abandonada que encontramos. No dia seguinte dirigimos mais, cruzamos a super populosa capital Podgorica com 185.000 habitantes e chegamos a mais um Patrimônio Mundial da UNESCO, a histórica Kotor.

Montenegro

Relaxando no camping do Miso


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A vista do Cânion do Rio Tara


Montenegro

As estradas do Durmitor

Só pela beleza natural Kotor já nos atrairia, a formação, apesar de não ser, se assemelha a um fiorde como os da Noruega. Para completar são 2.500 anos de história renderam a cidade um centro antigo muito bonito e fortificações impressionantes que sobem a montanha que cerca a cidade. Vale a pena cada um dos 1.350 degraus que levam ao topo da fortaleza rendendo uma vista única dessa cidade especial. Tão especial que nos demos o luxo de alugar uma kitnet e ficar 10 dias, descansando, cozinhando e dando pequenas voltas pela cidade. A Dona Nada, dona das kitnets, que apelidamos de Dona Tudo, nos mimava com bolinho de chuva, frutas, cafés-da-manhã e até cerveja e vodka, reafirmando a impressão inicial no Durmitor que o povo montenegrino é extremamente hospitaleiro. Não, tamanho não é documento, Montenegro é um grande país!

Montenegro

Kotor de cima

Montenegro

Kotor de baixo

Um comentário sobre “Montenegro, Uma Prova De Que Tamanho Não É Documento

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