DayTrippers – Paixão em Viajar

Misahualli: Na Amazônia Equatoriana

Hora de conhecer a Amazônia! Esse seria nosso primeiro contato com essa floresta que sempre povoou nosso imaginário. Na região do Equador, conhecida como oriente, mais precisamente na cidade ribeirinha de Misahualli, fomos conhecer um pouco dessa que é a maior floresta do mundo.

Arco íris e árvores

Ficamos em um camping beira rio chamado Banana Lodge, mais estruturado como hostel, mas também uma boa opção para acampar. A dona é simpática, tem um rio no fundo onde nadei e pesquei um peixe para o almoço, um gramado espaçoso e uma área comum por USD 7 por pessoa.

O rio e a mata no fundo do camping

E saímos pra conhecer. O clássico ali são uns macacos que vivem no meio da cidade, parece até o episódio em que os Simpsons vão ao Brasil. Achamos um pouco esquisito animais teoricamente selvagens ali, convivendo com as pessoas, brincando com as crianças, roubando garrafas d´água que o tempo já os ensinou a usarem. Tiramos um tempo pra sentar na areia e observar o comportamento quase humano de um grupo de uns 10 macacos. Depois ainda encontrávamos alguns perambulando pela cidade, à vontade com as calçadas e pedestres.

Macaquinho tomando água feito gente

Enquanto observávamos os macacos, fomos abordados por alguns vendedores de passeio que ofereciam um roteiro de barco para conhecer a aldeia indígena com direito a dança tradicional e entrevista com o pajé por USD 25 por pessoa. Em dancinha preparada para turista nós não temos interesse, mas conhecer a aldeia poderia ser legal, além disso queríamos encaixar nesse mesmo negócio um passeio de boia pelo rio. A Isa que é ótima negociante estruturou a ideia, desceríamos de boia até a aldeia onde ficaríamos à vontade, sem dancinha nem pajelança e voltaríamos de barco. Fechamos em USD10 por pessoa.

O passeio de boia no rio não era novidade mas é sempre uma delícia. Momento de relaxar e contemplar a natureza sentado em uma câmara de ar de pneu de caminhão. Assim descemos tranquilamente por meia hora até pertinho da aldeia, observando as árvores, sentindo o sol quente e a água do Rio Misahualli.

Descendo o rio de bóia

Na aldeia o plano era não ter plano, nem sequência de atrações, queríamos apenas nos perder por ali. Começamos a rodar entre as casas vendo as roupas penduradas no varal, brinquedos das crianças, ferramentas embaixo das casas em estilo palafita. Quando terminamos de girar vimos um pouco do que escolhemos não ter, o pajé com uma bata e um cocar abençoando uma turista que desembolsava alguns dólares. Depois vimos as índias trocando o shorts e blusa por vestes de palha e rindo antes de entrar para um espetáculo que não assistimos.

Isa posando para foto

Foi então que a coisa começou a ficar legal. Enquanto eu batia papo com um garoto que gostava muito de futebol e contava sobre os campeonatos que aconteciam ali no campinho a Isa ajudava meia dúzia de indiazinhas a pendurar as calcinhas lavadas na trave do gol. Elas brincavam, riam e se divertiam. Logo me juntei a elas e brincamos com a câmera, elas nos fotografaram e eu aproveitei pra fotografar meus pequenos temas prediletos. Fotografar criança não vale, é fácil demais, elas encantam! Depois de umas 2 horas por ali resolvemos partir, com sensação de dever cumprido, interagimos de fato com as pessoas que ali viviam e sentimos um pouco de como é a vida do lugar.

As indiazinhas

Pra completar fomos conhecer uma árvore bem especial. Trata-se de uma sumaúma gigante, ou ceibo em espanhol, de aproximadamente 1.000 anos. Uma maravilha da natureza que nós tentamos abraçar sem sucesso, talvez com a ajuda de mais umas 30 pessoas fosse possível.

Tentando abraçar a sumaúma

Nossa breve passagem pela Amazônia equatoriana deixou saudades, adoramos o clima daquele lugar!

Saudades

Confira a galeria de fotos de Misahualli!

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