DayTrippers – Paixão em Viajar

Mangue Seco & Massarandupió: Da Terra De Tieta Ao Nudismo Na Bahia

Isa na cena classica de Tieta

Saindo da Foz do São Francisco cruzamos Sergipe rumo a Mangue Seco, a terra eternizada pela novela Tieta do Agreste, baseada no romance homônimo de Jorge Amado. Mas não era simples chegar lá. Mangue Seco é uma ponta de areia onde só chega pela areia, ou de barco. Queriam nos levar ao outro lado da margem em um barco privado por R$200. Impossível, né? Dormimos em um estacionamento em Pontal, vila sergipana de onde sai a maior parte daqueles que buscam conhecer a praia mais ao norte da Bahia. Aproveitamos o vilarejo tranquilo pra umas rodadas de sinuca e cerveja.

Sinuca em Pontal

Sanduíche em Pontal

No dia seguinte chegou o grande momento, a comemoração de um ano do nosso casamento seria em uma praia paradisíaca. Mas acordamos as 7 da manhã com um batuque incrível. Chegaram 2 ônibus diretamente de Salvador lotados de pessoas e cervejas e o batuque não parava. Parecia um pesadelo naquele dia tão especial. Logo que entramos no barco vimos que boa parte já estava no ritmo da cerveja e quando me ofereceram uma achei melhor entrar no clima. Logo fomos fazendo amigos e quando vimos estávamos chegando na praia todos juntos e a banda tocava parabéns pro nosso 1 ano de casamento. Abrimos o pro secco que ganhamos do Fernando no Chile 6 meses antes e os copos se confundiam, fizemos bons amigos.

Com a galera

No pagode…

Mangue Seco é uma vila bem interessante, ruas de areia, a igreja clássica da novela e a ponta extrema é uma bela praia de areia branca atrás das dunas, vários bangalôs servidos por barracas de praia com porções de carne de sol, camarão e cerveja gelada. Acabamos passando só o dia pois as pousadas estavam caras pro nosso esquema e o Curumim estava na outra margem do Rio Real pronto pra nos receber.

A igrejinha da Tieta

A praia

Ainda no norte da Bahia não podíamos deixar de conhecer a belíssima Massarandupió, uma praia muito extensa cercada de coqueiros e o melhor, naturista! Deixamos o Curumim debaixo dos coqueiros com medo de ele ser atingido por um côco e fomos curtir. Massarandupió pode ficar cheio às vezes, afinal está a apenas 45km da badalada Praia do Forte, mas naquela segunda feira abençoada estávamos nós e uma meia dúzia de desocupados na Barraca do Juvenal. O Juvenal é um senhor que não é adepto do naturismo mas que sempre lutou pela praia de Massarandupió e trabalha ali com a família a 15 anos. Um ícone local. Atrás da barraca, cruzando uma pequena duna, passa um riacho bem gostoso para banhar.

A extensa praia de Massarandupió

Energias renovadas seguimos pra passar a noite na Praia do Forte onde vimos um vilarejo bem estruturado para o turismo, talvez até demais, e aproveitamos para dormir na rua, afinal parecia bem seguro.

Dormindo na rua na Praia do Forte


Petisco da tarde

Próximos passos

Sob quase protestos de muita gente por ser muito perigoso seguimos pra São Salvador da Bahia de Todos os Santos, encontrar uns amigos e sentir a energia baiana na veia.

Salvador da Bahia

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