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Machu Picchu: As Ruínas Mais Impressionantes Da América Do Sul

Contar a história de Machu Picchu aqui significaria uma matéria à parte, afinal existem diferentes teorias e uma constante pesquisa em torno da cidade Inca. O ideal é conhecer o local pessoalmente e contratar um dos guias oficiais, para se ter uma idéia e sentir um pouco do que se passava ali naquele lugar mágico, estrategicamente construído em meio a uma paisagem singular.

A paisagem que cerca Machu Picchu

O Peru é um país relativamente barato na vida cotidiana, mas não para fazer turismo. O governo trabalha muito bem essa questão, divulgando o turismo e criando estratégias a fim de estimular o turista a comprar um único boleto turístico que permitirá o ingresso em várias atrações. É impressionante ver a quantidade de turistas que visitam o país.
Por isso o meu intuito aqui é mostrar meios mais econômicos de se conhecer a maior e mais cara atração do Peru, Machu Picchu.

Vista geral das ruínas (Foto disponível como cartão postal em www.daytrippers.com.br/postais)

A porta de trás de Machu Picchu

Nós chegamos pelo meio mais econômico, e sinceramente, não tenho dúvida de que foi o mais agradável e o menos massificado. O percurso chamado Porta de trás consiste em: Cusco – Ollantaytambo – Santa Teresa – Aguas Calientes – Machu Picchu. Fizemos o trajeto de carro, mas também pode ser feito em transporte público, basta checar os horários e se programar com relação ao tempo.

O caminho chamado de porta de trás de Machu Picchu

Saímos de Cusco sentido a Santa Teresa, por um lindo caminho que corta a cordilheira. Subimos e descemos várias vezes, em meio a vales e rios, algum resquicio de ruínas, muito nevoeiro, um bloqueio de 2 horas na estrada e uma bela paisagem!

Belo caminho e desfiladeiros

Santa Teresa conta com uma infra estrutura básica, restaurantes e pousadas simples. Nós chegamos diretamente no Cola de Mono, uma área super rústica à beira rio cujo dono é o nosso amigo Marco. Ele tem ali uma excelente área para camping, mas a principal atração do local é a tirolesa (zipline), considerada a maior da América do Sul, com 2.500 metros de cabos de aço distribuídos em 6 trechos que chegam a ter 150m de altura. Confesso que rolou um certo medo no início, mas depois não queríamos mais sair dali. Pagamos USD27 por pessoa porque fomos encaixados em um grupo, mas se não tiver grupo o preço por pessoa é de USD 67. http://www.canopyperu.com/

A tirolesa no Cola de Mono

Chegamos no final da tarde na cidade e já partimos para os banhos termais Cocalmayo, um dos melhores da viagem até agora. Piscinas de pedra, bem rústicas, com água cristalina, na temperatura ideal ao preço de USD 2 por pessoa.

Relaxando nas terms

No dia seguinte, pela manhã fizemos a tirolesa e em seguida partimos em uma van para Hidroelétrica (deixamos o carro no Cola de Mono) de onde começamos a caminhada de 3 horas até Águas Calientes. A caminhada é muito tranquila, segue a linha do trem, portanto é praticamente em linha reta, sem subida, somente apreciando a bela paisagem e Machu Picchu, literalmente, pela porta dos fundos. Que visual!!!

Caminhada de Hidrelétrica a Águas Calientes pela linha do trem

Chegamos em Águas Calientes no final do dia, uma cidade muito charmosa, apesar de mais cara. O rio corta a vila, rodeada de montanhas, com muitas opções de restaurantes na avenida principal por onde passam os trens que chegam do Vale Sagrado, a sensação é que estamos no século passado. Não se chega de carro a Águas Calientes, o que torna a cidade ainda mais interessante. Qualquer veículo que você vê ali, chegou carregado pelo trem.

O trem que cruza Águas Calientes

Enfim, Machu Picchu!

No dia seguinte despertamos às 4 horas da manhã para pegar a fila e embarcar no primeiro ônibus para Machu Picchu que parte às 5h30 (USD20 por pessoa ida e volta). Parece exagero mas vale muito à pena madrugar para chegar na cidade e presenciar um belo nascer do sol naquele lugar sagrado, e principalmente fugir da multidão, que chega por volta das 8 horas.

Amanhecendo, a llama e o nevoeiro


Contratamos ali na entrada uma guia oficial e fizemos uma visita de 2 horas pelas ruínas a USD13 para cada. Se estiver em um grupo maior sai a USD 8 por pessoa. É fundamental conhecer Machu Picchu acompanhado de guia, são muitos os detalhes que passam despercebido aos olhos de quem não conhece a fundo a história.

Com os pais da Isa e a guia

Outras atrações dentro das ruínas de Machu Picchu e que precisam comprar ingresso à parte e com bastante antecedência, pois são limitados, são a Montanha e Huayna Picchu. Nós infelizmente não tivemos como programar uma data exata para estar no local, e os ingressos já estavam esgotados. A alternativa para quem estiver na mesma situação que a nossa é seguir caminhando até a Puerta del Sol, de onde se tem uma bela vista de toda a ruína inca, de um ângulo diferente e tão alto quanto os outros picos, porém com uma subida menos íngreme e gratuita.

Vista da porta do sol

Há outras opções para se chegar a Machu Picchu como a super procurada trilha Inca com diversas ruínas pelo caminho (4 dias/USD450, precisa comprar com antecedência), ou a trilha Salkantay, (5 dias/USD250) com muita natureza, belíssimos visuais para contemplacao e mais fácil de confirmar disponibilidade em alta temporada. Também a cara e confortável opção do trem (1 dia/USD 300) e os pacotes que vão via Santa Teresa, mais baratos (2 dias/USD 150), entretanto muito corridos.

Apreciando a vista

Observação: Machu Picchu fica intransitável no período das chuvas, portanto programe a sua ida durante o inverno, de maio à setembro.

Caminhando pelas ruínas


Crianças peuanas que conhecemos na estrada. (Foto disponível como cartão postal em www.daytrippers.com.br/postais)

Próximos passos

Pra completar a região, na volta para Cusco vamos conhecer o Vale Sagrado dos Incas, uma região cheia de história, ruínas e lugares únicos.

Veja o álbum de fotos de Machu Picchu!

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