DayTrippers – Paixão em Viajar

Lençóis Maranhenses: Entre Dunas E Lagoas, Cenário Surreal

A beleza dos Lençóis Maranhenses

Depois de uma passada rápida e sem muita emoção por São Luiz, entramos na chamada “Rota das Emoções”, uma sequência de lugares maravilhosos em três estados brasileiros: Maranhão, Piauí e Ceará. Começamos pelo Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses, no Maranhão. Era outubro, e a época certa pra visitar os Lençóis, quando as lagoas estão cheias, seria entre maio e agosto, mas em uma viagem longa como a nossa, é impossível estar sempre “na melhor época para se visitar o local“. E lá fomos nós!

Nessa faltou água

Chegamos na cidade de Barreirinhas, que é o ponto de partida para quem visita o parque e na falta de um camping acabamos nos instalando na Av. Beira Rio, ali mesmo, entre os restaurantes e agências de turismo, de frente para o Rio Preguiça. Ali dormimos e acordamos, tomamos café da manhã e jantamos, vendemos postais e deixamos o Curumim sozinho enquanto fomos passear. Assim foi até que no último dia, quando fomos tomar um banho de rio, apareceu o Jairo e nos convidou para dormir na casa dele, então tomamos um banho mais decente, ainda que no chuveirão de fora, e dormimos na rede na varanda da casa dele.

Dormindo na rua

Nós e o Jairo

Há muito o que visitar nos arredores, a Vila de Atins, passear pelo Rio Preguiça com direito a paradas em Caburé e Mandacaru, e a estrela, os Grandes Lençóis, entre outras atrações. Sabendo que as lagoas estariam bem vazias e que tínhamos 90.000 hectares de dunas e lagoas, decidimos que voltaríamos um dia aos Lençóis quando estivessem cheios, e que dessa vez, faríamos apenas o básico. Normalmente escolheríamos fazer os Grandes Lençóis caminhando em 4 dias, mas como optamos por fazer o básico, fizemos em um dia chegando no jipe da agência até a entrada do parque. Decidimos não ir com o Curumim, pois apesar dos guias tentarem nos convencer de que ele poderia ir, preferimos não chacoalhar toda a estrutura interna com o todo aquele peso. E estávamos certos, a aventura força bem o carro.

Refrescando nas lagoas

Partimos então em uma Toyota Bandeirante preparada para carregar turistas, nós e um grupo de letônios. A agência deixou um de nós ir de graça (Economizamos R$50), para que pudéssemos ajudar o guia no inglês. Cruzamos o Rio Preguiça de balsa e fomos entrando dunas a dentro até parar em meio às dunas. Naquele sol escaldante, fomos calçando os chinelos, mas não era necessário, a ação constante dos ventos move a areia e resfria a superfície e a sensação do pés nas dunas é ótima! Caminhamos de lagoa a lagoa, impressionados pela beleza desse ecossistema único e até esquecemos como estaria mais bonito se estivesse na cheia, com muito mais lagoas.

Uma das bem verdes

Nós queríamos ter feito o passeio na parte da tarde para assistir ao pôr do sol, mas devido à negociação de melhor preço para fazer na parte da manhã, acabamos indo nesse horário. No final acabamos descobrindo que fizemos a melhor opção. A maioria dos passeios para os Grandes Lençóis saem na parte da tarde, ou seja, quando estávamos terminando o nosso tour, pudemos ter uma noção da quantidade de pessoas que frequentam o local à tarde.

Somente nós e os lençóis

Nadamos em mais de uma lagoa, os letônios, quando avistaram a maior delas de cima da duna, foram logo ficando pelados e desciam as dunas correndo para pular na água. Uns figuras que divertiram ainda mais o nosso o passeio. Caminhar na dunas firmes enquanto uma fina camada dela se desloca com o vento é incrível! O vento forte e o cenário surreal dão uma sensação de estar por um momento em outro mundo.

Cruzando as dunas com os letônios

Nosso guia, o Maduro, foi bem agradável até o final, quando chegou seu momento de malandragem. Os letônios queriam nos pagar uma parte por sermos o “guia em inglês” e nós, recusamos, afinal já tivemos nosso desconto. Depois no meio do dia o Maduro nos procurou na cidade dizendo que ele não havia recebido todo o dinheiro deles, somente uma parte. Com pena dele, fomos explicar aos letônios a situação, e eles, não muito contentes – afinal “contrataram” um guia para falar em inglês – pagaram. Com isso descobrimos que o Maduro estava armando para cima de todos nós, afinal, já tinha recebido pelo seu trabalho e ainda nos colocou de intérpretes da sua pilantragem. Deixamos claro para o Maduro a decepção por ter nos enganado e também aos gringos, que a ganância dele só servia para prejudicá-lo futuramente em sua profissão, afinal tínhamos planos de fazer outros passeios com ele. Mas pra quem estava dormindo na rua era melhor não engrossar mais com essa gente.

Letônio observa os lençóis enquanto Isa conversa com o Maduro

Um dia voltaremos, com os Lençóis cheios.

Isa fotografando uma das lagoas

Passeio para os pequenos lençóis de barco, passa por algumas comunidades no caminho até chegar na península do Caburé. R$60 por pessoa + R$15 para ir até Atins. Vale a pena pagar um extra para ir até Atins, onde o Rio preguiça encontra o mar. Grandes Lençóis – preço varia entre R$50 a R$60 por pessoa, se tiver em grupo pode conseguir melhor preço.

Próximos Passos

Continuando a rota das emoções vamos para o Delta do Parnaíba, um incrível ecossistema que junta rio, mangue, mar e muita fauna.

A caminho do Delta

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