DayTrippers – Paixão em Viajar

Jericoacoara: Simplesmente Fantátisca!

Lindas cenas no pôr do sol

Quando saímos de Parnaíba sabíamos que haviam duas opções para chegar a Jericoacoara, a mais curta pegando uma balsa precária e rodando 40km de praia, ou a mais longa e menos aventureira. Escolhemos aventura e tivemos. Fomos até Camocim por estradas com a ideia de encontrar algum outro carro indo a Jeri para seguirmos, afinal a praia é cheia de surpresas e um carro atolado pode ser encoberto pela maré alta e aí adeus! Na balsa encontramos outro Defender com turistas que combinamos de seguir e um garoto de uns 18 anos procurando carona para Jeri. Pegamos o caroneiro José que se pendurou do lado de fora do Curumim e que também nos ajudou com o caminho. Logo na nossa primeira parada para foto nos perdemos do outro carro e aí éramos nós e o José.

Aqui praia e estrada se confundem

Cruzar a praia foi uma aventura, quando chegavam os atoleiros o José dizia “arrocha” e eu afundava o pé. Quase atolamos duas vezes, mas o Curumim foi valente e superou. Houve um momento em que perdemos o José arrochando em uma das curvas. Ele viu que a coisa ia apertar e se jogou longe. Subiu de novo e seguimos. Depois veio uma balsa de madeira empurrada no braço que preocupou, imagina o Curumim naufragando…. Passou!

Isa e José na balsa

Subimos umas dunas perto da lagoa de tatajuba que não estava das mais cheias, cruzamos uns kitesurfers e chegamos em Jeri, pela porta dos fundos, cruzando a cidade pelas ruas de areia sem saber como encontraríamos o Daniel, o pai da Dani, que morava por ali e nos receberia sem nos conhecermos. Aliás, a Dani acompanha nossa viagem, nos mandou pra lá sem dizer que não nos conhecia ao vivo e quando o Daniel perguntou como ela faz uma dessas, ela disse: “Você que me ensinou a ser assim”. Enfim, perguntando de porta em porta fomos descobrindo até chegarmos na casa dele. O Daniel é uma história a parte, trabalha com passeios com o pessoal do kite em sua Land Rover, vive tranquilo em uma casinha simples e ama Jeri, uma pessoa pra lá de especial. Faríamos um amigo naquela semana.

Cruzando dunas


Curumim na areia

Já de cara fomos amando o lugar. Tudo bem simples, restaurantes à luz de velas, pessoas de todas as partes e as ruas de areia que desembocam diretamente na praia, dando a sensação de que cidade e praia são uma coisa só. Tem muito para se fazer em Jeri, mas também pode-se não fazer nada. Apenas estar lá já é o suficiente. E vários dias apenas ficamos, sem fazer nada, vagando pelas ruas, um banho de mar, um pôr do sol. Aliás, pôr do sol é a especialidade do lugar. Tem a duna do pôr do sol onde muita gente sobe pra observar o espetáculo. Nós não subimos, preferimos ver da praia mesmo, sem muito furdunço e valeu a pena. Na hora que o sol cruzou o horizonte todos bateram palma e partiram. Ficamos na praia pasmos com a debandada, afinal, 20 minutos depois apreciamos um dos céus mais bonitos de toda a viagem.

Pôr do sol, até o fim

Também saímos para ver os arredores, a lagoa azul, famosas pelas redes penduradas sobre a água, a pedra furada, cartão postal do lugar, que rendeu uma bela caminhada pelas pedras.

Isa na rede, na lagoa azul. Sem vento a água fica cristalina.

A famosa pedra furada.

Também demos uma esticada pra um outro povoado, o Preá, onde o Fred, amigo do Daniel, tem uma bela pousada, a Vila Preá. Quem estiver disposto a gastar um pouco mais, indicamos o lugar e a comida deles, que provamos e adoramos! A Vila Preá, assim como Jeri de maneira geral, é muito frequentada por windsurfers e kitesurfers, que dão um toque especial ao horizonte.

Com Fred e Daniel na Vila Preá.

Além de toda essa natureza, praia e simplicidade, Jeri tem um pouco do mundo. Como é um dos destinos mais impressionantes de todo o Brasil, acabou atraindo gente do mundo todo, são mochileiros, casais, kitesurfers, windsurfers, famílias, hippies, enfim, todo tipo de viajante. Os que vivem ali, como o Daniel, dizem que já mudou muito de 20 anos pra cá. “Antigamente não tinha nada”. E ficávamos imaginando como devia ser bonito o “nada”, porque mesmo com toda a ocupação e o turismo, Jeri é mágica, aconchegante e linda. Entrou pra lista dos lugares que voltaremos.

Onde praia e cidade se misturam

Próximos passos

Bom, de Jeri fomos pra Canoa Quebrada, mas sinceramente não vai render uma postagem. O excesso de pacotes aparentemente tirou a magia do lugar e sentimos um lugar decadente, sugado até a exaustão, sem alma. Valeu passar por Morro Branco, ali nos arredores, as falésias são bem bonitas. Agora é uma rápida passada por Fortaleza pra dar um oi em alguns amigos e seguir pra São Miguel do Gostoso no Rio Grande do Norte (veja o link), um lugar tipo Jeri, mas anos atrás.

Morro Branco, belas falésias nos arredores de Canoa Quebrada

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