DayTrippers – Paixão em Viajar

Foz do São Francisco

Passeando pela foz

Nem sabíamos bem porque mas ir a foz do Rio São Francisco trazia um sentimento especial. Um rio com um apelido tão carinhoso como Velho Chico, toda a polêmica da transposição, 5 hidrelétricas ao longo dos seus 2.863km, o fato de atravessar áreas semiáridas do nosso país sem secar, o tornaram famoso o que acaba criando na nossa cabeça uma espécie de mito e uma vontade de conhecê-lo que nem sabemos de onde vem. Bem, aí estávamos, em Piaçabuçu, Alagoas, na foz e na divisa com Sergipe.

Rio São Francisco, sustento para muitos

A Negociação

Procuramos um pouco se havia uma forma de conhecer por conta própria mas chegamos a conclusão que navegando seria melhor. Hora de negociar pois essas coisas são sempre bem caras e não é o nosso estilo esvaziar os bolsos na primeira agência que aparecer. E negociando conseguimos pela metade do preço um barco exclusivo em horário exclusivo, com direito ao pôr do sol na foz sozinhos! Enquanto a Isa negociava eu aproveitava pra observar as crianças nadando na água de tom azulado e a quantidade de barcos de pesca e turismo que deixam clara a importância do Velho Chico para Piaçabuçu.

Crianças nadando no Velho Chico

A Foz

Nosso barco, o “Satélite” era verde, amarelo e azul, bem brasileiro, como o São Francisco, que nasce em Minas Gerais e cruza 5 estados até desaguar no Atlântico. Partimos nesse rio largo cruzando alguns pequenos barcos de pesca, casas de ribeirinhos em pau a pique e vegetação costeira bem diferente daquela que vimos no Delta do Parnaíba. Pequenas ilhotas, muito verde e muitos coqueiros em ambas as margens até que na parte final onde o rio encontra o mar a vegetação some e se formam dunas e praias de areia dando a foz um ar de praia, deixando claro que chegamos ao oceano.

Navegando a caminho do oceano

Casas de ribeirinhos

Descemos e o guia nos deixou a vontade para apreciarmos o lugar. Nadamos em mais um encontro das águas e caminhamos entre as dunas e pequenos cursos d´água que se formam entre elas. O dia estava lindo e as poucas nuvens ajudaram no espetáculo do pôr do sol. Quando ele terminou de baixar o vento começou a esfriar e era hora de tomar o barco de volta. Mais 40 minutos até voltar e pegar o Curumim na praça que estava cercado de tábuas pois começavam a montar uma feira no lugar.

Isa passeando pela foz

Fim de tarde e o barco pesqueiro segue para o mar

Motel baratinho

Em Piaçabuçu foi a primeira vez na viagem que dormimos em um Motel, o Kixiki, de um sujeito bem simpático. Foi uma experiência interessante pois nesse motel os carros param todos no pátio e ali enquanto cozinhávamos saiu um casal que nos cumprimentou e nos disse “bom apetite”. Os quartos eram cada um de uma cor berrante com escritos em giz na parede do tipo “me joga na parede e me chama de lagartixa”. Boa dica pra quem quiser pagar R$xx na noite.

Nosso primeiro motel na viagem

Dica

O Everton, nosso piloteiro e guia cobra normalmente R$50 por pessoa para 2 horas de passeio, mas vale negociar principalmente se for um grupo e dá pra agendar pelo telefone (082) 9371-4858. Recomendamos fazer no final da tarde pra pegar o pôr do sol e o lugar vazio. Há outros passeios em torno da foz como as cidades de Penedo, Piranhas, Pão de Açúcar, entre outras e o belo passeio de barco pelos cânions. Voltaremos um dia para conhecer mais!

Isa curtindo o passeio e Everton ao fundo

Próximos passos

Sergipe só conhecemos as margens, a fronteira norte com Alagoas na foz do São Francisco e a fronteiro sul de onde cruzamos de barco da pequena vila de Pontal para Mangue Seco na Bahia, a terra eternizada pela novela Tieta, para uma experiência bem divertida na comemoração do nosso 1 ano de casamento. Também na Bahia pegamos mais uma praia de nudismo, a bela Massarandupió (veja o link).

Fazendo amigos em Mangue Seco

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