DayTrippers – Paixão em Viajar

Os Problemas Mecânicos Na América Do Sul E O Curto Circuito Da Bateria Em Santiago

Nem tudo são flores!

Bom, já falamos algo sobre os problemas mecânicos mas chegou um momento que eles incomodaram tanto que resolvemos guardar pra gente. Como já superamos, resolvemos fazer um post desabafando os acontecimentos.

Pra fazer breve uma longa história, saímos de Coqueiral já no primeiro dia com um problema de aquecimento do motor que resolvemos em dois dias em Ribeirão Preto.

Em Ribeirão Preto, verificando o radiador.

Depois no terceiro dia a caminho de bonito acendeu a luz da bateria no painel, paramos em uma elétrica beira de estrada que nada resolveu. Consertamos o alternador em Bonito e em Miranda já quebrou novamente, com um agravante, queimando a placa de indicação do painel e saindo uma fumaça muito estranha dali. Miranda é uma cidade onde não se consegue resolver muita coisa, então passamos a dirigir sem nenhuma daquelas luzes informativas que dizem desde se sua seta está ligada até se seu motor vai explodir, mas pelo menos conseguimos consertar o alternador pela segunda vez, para quebrar novamente no Paraguai!!!Vocês não imaginam o que é ter um carro quebrado em Cidade Del Este em pleno domingo a 40 graus, simplesmente não se pode fazer nada!

Rafa desligando a plaquinha queimada para o carro não encher de fumaça.

Isa na auto elétrica de beira de estrada no fim do mundo.

Decidimos seguir com ele quebrado e nosso farol também parou de funcionar com o detalhe que Paraguai, Uruguai e Argentina o farol é obrigatório mesmo de manhã. Cansados de não encontrar mão de obra qualificada, resolvemos contar com a sorte do alternador e do farol até chegar em Buenos Aires, isso significou dirigir somente com a luz do dia por uns 20 dias cruzando 3 países, fomos parados uma única vez pela polícia que ao perguntar do nosso farol acendemos a luz alta e ele se deu por satisfeito. Chegando em Buenos Aires enfrentamos a falta de peças (repuestos) importados no país. Três dias demuita ansiedade até conseguirmos adaptar um alternador de Ford Fiesta. Funcionou e no levou o restante dos dólares que tínhamos.

Em Buenos Aires, instalando um protetor embaixo do carro.

Aí vem os pneus. Um pneu furado no pantanal, um em Rio Grande na Argentina e um estourado chegando em Bahia Blanca. Esse estourado fez com que fossemos parar no acostamento, e a borracha que soltou entortou a lataria do carro e cortou a mangueira de combustível deixando o carro sem andar, só voltando depois da ajuda do Daniel, um caminhoneiro que se encarregou de uma gambiarra que nos garantiu mais alguns quilômetros.

Daniel consertando a mangueira do diesel e Isa supervisionando.

Rafa guardando o pneu que furou (explodiu).

Então a coisa melhorou e descemos até Ushuaia e subimos até El Chaltén quando um cheiro de ovo podre começou a invadir o carro. Cogitamos a minha meia, alguma comida estragada até que vimos que vinha da bateria, que no Defender fica embaixo do assento do motorista. O alternador quebrado havia danificado a bateria então fomos procurar no vilarejo algum auto-elétrico. Não tinha, mas tinha o Ricardo, um cara que tinha outra profissão mas sabia alguma coisa e tentou nos ajudar. Saindo da casa do Ricardo com o problema não resolvido uma marcha ré mal calculada resultou em um grande amassado em uma Parati que estava estacionada atrás. De uma problema mal resolvido passamos pra dois! O dono do carro, polícia, seguro, nervosismo e passou. Resolvemos desligar a bateria, isolá-la e andar sem, o que foi possível pois essa era a bateria auxiliar, dedicada a geladeira e afins. Já estávamos cansados de tantos problemas e gastos.

Amassamos um pouco o carro do vizinho.

Depois de muito rodar sem bateria, geladeira e qualquer eletricidade dentro do jipe veio a solução da bateria em Santiago. Rodamos muito até encontrarmos uma bateria a um preço razoável e resolvemos trocar. Chegou um amigo pimpão e foi conectando a nova e sonhada bateria…. até que…. fumaça, cheiro ruim saindo do nosso radio amador. O instalador amador plugou os cabos invertidos e queimou toda a instalação elétrica que diz respeito a geladeira, tomadas, e também queimou o rádio amador.

Em Santiago, evite essa casa de baterias….

E pra explicar que focinho de porco não é tomada em outro país e outra língua? O instalador amador dizia que a culpa não era dele e nós dizíamos que era sim, e o sangue foi subindo dos dois lados mas mantivemos a calma. Chamamos o vizinho da casa de baterias que era um auto elétrico e que foi categórico. “El culpable es el instalador amador”. Negociamos então que toda a fiação seria consertada pelo vizinho, paga pela casa de baterias e que o nosso radio amador seria substituído por um novo. E assim foi, acho até que ficou melhor que a original. Compramos então uma nova bateria em outro lugar e tudo voltou a funcionar.

Depois disso tenho que dizer também que comecei a colocar mais a mão na massa, eu mesmo consertei a nossa câmera de ré, a trava elétrica que não trancava e o som do carro que estava com mal contato e quase caindo no nosso colo e tanta costela de vaca que pegamos por esses caminhos.

Rafa consertando camera de ré.

Também o sensor da pressão do óleo que arrebentou o fio, os paralamas de borracha que haviam quebrado e desentortei a lataria, além de trocar uns fusíveis. Coloquei uma abraçadeira no caninho da vareta de óleo que quebrou e ele vai seguir assim mesmo. Estou começando a me aventurar no motor e no painel e a próxima aquisição será um kit pra consertar o pneu caso ele fure novamente um dia. Boa sorte pra nós e pra quem mais estiver na estrada!

Rafa e Isa consertando o sensor de pressão do óleo.

18 comentários sobre “Os Problemas Mecânicos Na América Do Sul E O Curto Circuito Da Bateria Em Santiago

  1. André Rocha

    caraca quanto azar! brother tu tinha que ter feito um cursinho básico de elétrica e mecânica antes de viajar hahaha ia ser de grande ajuda! deixa eu ver se eu entendi, a câmera de ré quebrou, você costumado a usá-la foi dar marcha ré sem ela e acabou batendo é isso? que pena! não se acostume tanto com ela meu caro, é sempre bom fazer as coisas sem auxilio de eletrônicos porque quando eles falham você se da mal! bom estou adorando a viajem de vocês tenho planos de fazer a mesma coisa, porem só pela america do sul passando por uruguai argentina chile bolivia peru etc.. vindo pela amazonia até voltar para sp isso tudo com meu carrinho velho um ford escort 1988 conversivel, dormindo em hoteis claro, não da pra fazer muita coisa dentro dele a não ser dirigir hahaha meus parabéns mesmo sou um grande admirador! desejo muitas sortes menos azares hahaha tenham cuidado e avante!

  2. Carlos Benatto

    Ninguém te contou a fama dos carros ingleses antes de você sair, certo? Boa sorte! ai ficar bom de mecânica! Se cansar troca por um Mit ou um Toyota e nunca mais vai ter dor e cabeça. Um abraço meu amigo

  3. evandro

    Eu não tenho dúvidas de que depois desses perrengues todos vocês conseguirão com lucidez realizar todos os seus objetivos. Parabéns total!!!!!!

  4. Simone

    Comecei a ler por cima seu depoimento e acabei tendo que ler tudo, pois foi inacreditavel tudo isso que aconteceu… caramba Iza!!!
    Certa vez tive inumeros problemas seguidos com um gol que eu tinha, acabei terminando por dar um banho de sal grosso nele, deixei 2 dias sem lavar o sal nem me importando mais com a tinta ou lataria, tão de saco cheio que eu estava e olha que o carro parou de dar problemas rsrsrs
    Beijocas e parabéns pela viagem e pela publicação

    1. daytrippers Autor da Postagem

      Nossa Simone, então você tem uma idéia do que nós passamos…srsrsrs…realmente não foi nada fácil, mas agora ta tudo tranquilo e seguimos viagem em paz. Um grande abraço e muita saudade!!

  5. Rafael Avila

    Pois é, a ré foi sem a camera, e com desatenção.. sabe quando o lugar é tao mas tao pequeno que parece que nao vai ter mais nada? quando começar seus planos da viagem da um toque que podemos dar uns toques… o trajeto já parece bom, bora colocar em pratica! abs!

  6. Fabiano

    During our long and therapeutic stay on the farm, it occurred to me: most of our mechanical issues had been caused by botched work by local Latin-American mechanics that I’d hired to fix Nacho.(Uma Kombi) I decided to go through the van and fix everything that anyone else had touched since we’d left home.

    By the time we crossed the equator, we were done with mechanical issues. Aside from the occasional lingering local mechanic legacy problems, we had made it from the equator to the tip of the continent without any failures. We had saved our trip with nothing more than motivation, hard work, a modest toolbox, and a big green Bentley manual.

    If I could give one piece of advice to anyone driving the Pan-American in the future, it would be this:

    Never, ever, under any circumstances, should you ever let any local mechanics tough your rig. EVER!

    Conselhos de alguém que ja passou por isso!.
    drivenachodrive

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