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Copenhagen: Capital Surpreendentemente Relax Na Escandinávia

Arquitetura interessante em Copenhagen

Antes de chegar na capital dinamarquesa vindo da Alemanha, desviamos uns 50 km pra passar em um castelo que valeu a pena. O Egeskov é uma construção de 1960 com jeitão de conto de fadas, riozinho em volta, ponte levadiça e tudo mais. Além de entrar no castelo e conhecer os aposentos, os jardins e os labirintos feitos com a vegetação, outros atrativos nos seguraram lá o dia todo. Pra aumentar o turismo no local e justificar os USD 30 da entrada (pagamos sofrendo), os proprietários do castelo, que são da mesma família desde 1784, desenvolveram vários museus, entre eles um de brinquedo, um de vestidos de época, um de motos e um de carros com uma enorme quantidade de veículos impecáveis e impressionantes. É muito bom estar novamente com o Curumim e ter a liberdade de desviar sempre que algo legal aparecer no caminho.

Castelo Egeskov

Seguimos então pra Copenhagen, empolgados com nossa segunda capital escandinava, e da qual muita gente havia falado bem. Chegamos sem saber onde ficar, os campings caríssimos, estacionamento na rua sempre rotativo pago, até que descobrimos que saindo um pouco do centro, na frente da fábrica da Carlsberg, a famosa cerveja dinamarquesa, poderíamos estacionar gratuitamente, então ali ficamos, com wi-fi grátis e segurança 24hs.

Skyline no por do sol

Logo de cara percebemos uma grande (e feliz) diferença em relação a Estocolmo. Aqui as coisas são menos “certinhas” e parece que o sangue corre mais quente nas veias dessa cidade. Mais uma vez o Free Walking Tour nos deu uma ideia geral da cidade, que complementamos com um tour de barco baratinho que sai do novo porto, mas as melhores experiências foram acontecendo a medida que nos jogamos e nos perdemos pelas ruas cheias de bela arquitetura e cercadas de rios e canais.

Clima despojado da cidade

Arquitetura variada

Como na estrada tantos comentaram de Christiania, uma “cidade hippie” dentro de Copenhagen, fomos logo conferir. Autoproclamada independente, a cidade livre de Christiania começou como uma invasão de uma antiga zona militar em 1971, que virou moradia permanente para desabrigados e alternativos, abraçou a onda hippie e desde então passou por altos e baixos na relação com mídia, população e governo. São 850 residentes em uma área de 34 hectares de muita natureza no meio da capital do país, os antigos barracões militares dão uma aparência de “squatt” e a “Lei de Christiania” regula esse status único da comunidade, incrementando as peculiaridades desse país super moderno paradoxalmente ainda regido por uma monarquia.

Porta dos fundos de Christiania

Bom, de hippie mesmo não vimos muito, o que decepcionou, mas por outro lado a atmosfera é bem gostosa e relax. Também é o paraíso para turistas e locais que buscam liberdade para comprar e fumar maconha afinal, apesar de ser ilegal no país, lá dentro ela é vendida em barraquinhas como se fosse algodão doce. A parte central da cidade livre, dominada pelo bar Nemoland, tem uns bares, mesas de madeira e está sempre cheia de gente, seja tomando uma cerveja, conversando ou enrolando um baseado. Pra quem quiser conhecer, as regras lá são simples. 1) Não tirar foto 2) Não correr, isso pode gerar pânico 3) Divirta-se! Na saída, passe pela padaria “Sunshine Bakery” e prove alguma guloseima. Vale a pena!

Docinho do Sunshine Bekery na porta principal de Christiania

Outro lugar cheio de vida que adoramos e inclusive no último dia estacionamos o carro lá perto para dormir e não precisar dirigir ou caminhar alguns quilômetros depois de beber foi o Nyhavn ou Novo porto. De novo o porto não tem nada, ele é do século 17, mas já há muito tempo que ali não é um porto e os barcos que ficaram dão o charme e a caracterização enquanto os cafés e restaurantes mantêm o público ocupado em beber e comer. Uma outra parte das pessoas, na qual nós nos encaixamos, vão pra lá, levam a própria bebida e aproveitam o movimento sentados na mureta de frente para o canal. Ótima opção para curtir a noite sem deixar até as cuecas nos restaurantes turísticos com preços para turista!

Nyhavn de dia

Nyhavn no por do sol

Nyhavn à noite

Próximos passos

Pra evitar maiores gastos com ferry iremos para a Noruega através da costa oeste da Suécia, mas já que o Parque Nacional Kullaberg está no caminho, porque não gastar mais uns dias nesse país que conhecemos antes e adoramos?

Parque Kullaberg

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