DayTrippers – Paixão em Viajar

Capurganá e Sapzurro

Ainda lá no sul da Colômbia tínhamos uma grande dúvida, seguir por uma rota oeste por Medellín ou leste por Bogotá. Lendo um guia para mochileiros tivemos a certeza, seguiríamos para o paraíso caribenho, Capurganá e Sapzurro passando por Medellin. Mas chegar lá não é fácil, cruzamos por estradas ermas, apenas com a presença do exército a cada tantos quilômetros até chegar a Turbo, uma das cidades mais feias que passamos na América do Sul.

Crianças brincando em Capurganá

Turbo é uma cidade portuária e de certa maneira fronteiriça pois dali saem diversos barcos rumo ao Panamá, porta de entrada da América Central e caminho para a do Norte. Isso faz da cidade um lugar agitado, com movimentações esquisitas e uma grande quantidade de barcos e motos indo e vindo. Ficamos ali só o necessário e tomamos um barco desconfortável de três horas rumo aos vilarejos de pescadores que apesar de não serem ilhas só podem ser acessados de barco.

Assim se chega lá

O barco chegou em Capurganá onde logo negociamos uma pousada baratinha e fomos curtir o mar caribenho com suas águas transparentes e mornas. Juntos estavam o Guillermo e a Julie, um casal de franceses que conhecemos no barco e se tornaram nossos amigos. Escutamos as histórias desse casal que estava rodando pelo nosso continente há um ano, fato bem comum para os franceses. A noite nos presenteou com uma lua cheia nascendo sobre o mar, formando um rastro brilhante e clareando o vilarejo.

Isa observando a lua

No dia seguinte resolvemos conhecer uma cachoeira, a “cascada del cielo” que foi uma decepção, uma trilha sem grandes atrativos para chegar em uma cachoeira paga e sem graça, mas estando lá, aproveitamos para cair na água e tomar algumas decisões. No dia seguinte pegaríamos uma trilha de pouco mais de uma hora cruzando um morro para chegar a um vilarejo ainda menor: Sapzurro.

Vista de Capurganá

O caminho não foi fácil, chão escorregadio, ao menos três tombos muito engraçados por viajante, e uma umidade sufocante que nos fazia suar em bicas. Já no meio da trilha, um barulho alto soava como o rugido de uma onça, mas um nativo que encontramos disse que eram macacos enormes que se deslocavam pela região. Pena que não os encontramos. Depois de uma hora chegamos ao mirante de Sapzurro que dava uma ideia a beleza do lugar que nos esperava.
Chegando lá adoramos o que vimos, tudo muito pequeno, pouca gente e águas calmas.

Sapzurro a partir do mirante

Mesmo o carro ficando em Turbo, o azeite Carbonell foi na mochila

 

Conseguimos um camping, saímos para uma volta pelo vilarejo, compramos umas bananas, cebola e tomates, enfim, o que tinha e pegamos o barco do camping emprestado. Fomos até uma encosta e curtimos um snorkel nas águas claras e cheia de peixes coloridos. Logo chegaram os franceses e se juntaram ao barco. A ideia era curtir praia todos os dias ali mesmo e um dos dias cruzar para o Panamá por trilha e conhecer a praia La Miel, passeio obrigatório para quem passa por essas bandas.

Vista de Sapzurro

À noite mais uma linda lua subindo e deixando seu rastro de luz pelo mar foi um chamado para uns goles de rum, típico do caribe, e muito bate papo e risadas de frente para o mar. Uma bela noite, muita sintonia com nossos amigos, muitos planos para o que vinha pela frente e fomos dormir tranquilos no paraíso. De repente no meio da madrugada o Guillermo veio nos acordar com a voz tensa. Fomos roubados! Como assim? Bom, disso já falamos em outro post, aqui queríamos mesmo era contar dessa pérola do Caribe, que nós adoramos, apesar do maior perrengue de toda a viagem que pode ser lido em: http://www.daytrippers.com.br/sapzurro-como-o-pequeno-paraiso-virou-um-grande-inferno

Com os franceses e o francês

Confira a galeria de fotos de Capurganá e Sapzurro!

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