DayTrippers – Paixão em Viajar

Capadócia e o Vôo De Balão

Saindo de Antalya no litoral da Turquia seguimos rumo a famosa Capadócia mas com algumas paradas interessantes no caminho que valem a pena. A primeira foi nas ruínas de Aspendos, uma antiga cidade Greco-Romana com mais de 3.000 anos de história reconhecida por ter o melhor preservado teatro da antiguidade e que realmente impressiona. A segunda foi no litoral, em Manavgat, onde aproveitamos o tempo livre para fazer nada, literalmente nada e uma faxina no Curumim. A terceira parada só pode ser feita aos sábados, em Konya, berço dos Whirling Dervishes onde vimos o belo ritual de transe que é vendido como dancinha turística em outras partes do país.


Finalmente Capadócia! Nós achávamos que não seria novidade pois anos atrás, separadamente, mas ambos no verão, visitamos a Capadócia e amamos. A região que é famosa pelas formações rochosas peculiares conhecidas como “chaminés de fada”, pelas cidades subterrâneas e pelas igrejas esculpidas dentro de cavernas fica completamente diferente no inverno quando é coberta pela neve. Além disso, a liberdade de viajar de carro foi ainda mais especial na Capadócia seja por dirigir nos cânions, correr atrás de balões e dos melhores pontos para o pôr do sol, assim como acampar a -15ºC e acordar com 50 cm de neve na porta do carro e a porta não abrir por estar congelada.

Ao chegar em Goreme, a principal vila da região para o turismo, logo se percebe que o passeio de balão é a febre do lugar e mesmo no inverno congelante o negócio não para. São cerca de 100 balões subindo ao mesmo tempo todas as manhãs de bom tempo e colorindo o céu, um espetáculo mesmo para quem não vai voar. Nós queríamos muito, mas o preço meio salgado para os padrões da nossa viagem nos levou a um plano. Iríamos com nossos cartões postais, os mesmos que vendemos no site, a história da viagem e informações sobre o blog tentar alguma empresa que nos fizesse um bom desconto. E assim durante a semana enquanto visitávamos as belezas naturais do lugar aproveitávamos para fazer uns contatos e contar a nossa história. O mau tempo impedia que os balões subissem então nem que pudéssemos pagar todo o valor voaríamos.

Aproveitamos e fomos visitando o “Vale do Amor”, o imperdível “Open Air Museum”, ou Museu a Céu Aberto com inúmeras igrejas esculpidas em cavernas, o vale Ihlara, o vale Rosa, cada um com suas peculiaridades, mas sempre em torno do formato das rochas, “chaminés de fada” e do interior delas. Apesar de semelhantes vale a pena passar por todos e a neve que cobria tudo dava um toque especial seja pela beleza ou pelos escorregões que assistíamos vez e outra. Nosso camping, o Kaya, era o porto seguro quando chegávamos congelando todo final de dia e nos aquecíamos com um banho quente antes de nos abrigarmos no aconchego do Curumim.

A semana passou, o tempo foi melhorando e conhecemos o Mohammed Ali, uma figura que trabalhava em uma agência de turismo e foi com a nossa cara. Depois de muito papo, muito “chai” e muita fumaça inalada no escritório com 4 pessoas fumando de porta fechada ele conseguiu metade do preço, e combinamos para o domingo. No sábado acordamos no horário dos balões, fomos ver a decolagem e ficamos fascinados. Chegou a nossa vez, o céu mais aberto dos últimos 15 dias, nosso dia de sorte! Acordamos as 4:30 da manhã nos agasalhamos e saímos sob um frio de gelar os ossos. Café da manhã no escritório da “Universal Balloons” e seguimos para o meio das “chaminés de fada” onde os balões decolam.

É um momento mágico, camionetes chegando com os balões na carroceria, vans cheias de pessoas empolgadas e aos poucos o ar quente começa a encher os balões e diferentes cores e desenhos vão surgindo. Sobe 1, 2, 3 e chega a nossa hora. Todos dentro do cesto, 12 pessoas ao todo, instruções básicas, algumas chacoalhadas até que descolamos do chão. Apenas o barulho do gás queimando e a excitação das pessoas. Vamos subindo cada vez mais, passamos rente a uma “chaminé de fada” que logo fica pequena. A sensação de voar de balão é emocionante e transmite calma. Por uma hora rodamos o céu da capadócia apreciando a paisagem e os outros balões que voavam por perto até pousarmos e sermos recebidos com uma “champagne”, que parecia uma groselha, para o tradicional brinde com o piloto. Experiência inesquecível e imperdível.



Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *