DayTrippers – Paixão em Viajar

A Liberdade De Fazer Nada No Litoral Da Croácia

O litoral da Croácia é famoso pelo verão “bombante”, sol, festas e muita gente. Nós chegamos no inverno quando tudo está mais tranquilo, barato e as vezes até fechado. Além disso nem sabíamos bem para onde ir então fomos seguindo meio sem rumo, em busca de uma placa de estrada marrom, alguma coisa interessante no guia de viagem, ou no GPS uma praia afastada para acampar. Assim chegamos na nossa primeira parada, Zadar, uma antiga cidade romana murada e a beira mar.

Litoral Croácia

O litoral da Croácia

Ela tem seu charme, um pouco de ruínas romanas, mas não posso dizer que gostamos, e um bom termômetro disso é que mesmo sem nenhum compromisso pela frente ficamos apenas uma tarde e tiramos um total de 13 fotos. A única coisa que realmente me interessou foi o órgão musical construído em formato de escada e que é tocado pelo movimento das ondas do mar em uma sinfonia bem gostosa de se ouvir. Também, por azar, chovia.

Litoral Croácia

O órgão

Como o lugar não nos prendeu pegamos o Curumim e seguimos para a próxima cidadezinha de praia do GPS que parecia pequena e com alguns campings, a tranquila Bibinje, onde paramos no centro, cozinhamos uns mexilhões no vinho branco, também tomamos o vinho branco e dormimos. Quando acordamos no dia seguinte percebemos que gostamos de Bibinje e resolvemos procurar um camping pra esticar a estada. É assim que acontece muitas vezes, os lugares surgem de uma mistura de flexibilidade nos planos, intuição e tentativa e erro.

Litoral Croácia

Preparando a janta

Fomos então ao primeiro camping que encontramos, não gostamos, para o segundo que tinha um cartaz com um telefone, não ligamos e para o terceiro que gostamos mas não tinha ninguém. Resolvemos esperar e depois de algumas horas que já estávamos praticamente acampados chegou um casal simpático com inglês limitado a 2 ou 3 palavras mas um ótimo sorriso no rosto e decidimos ficar.

Litoral Croácia

Nós, eles e a rakia

No café da manhã nos ofereceram “rakia”, uma espécie de conhaque muito comum nos balcãs feita com diferentes frutas e que sempre dizem ser boa “para matar as bactérias”. Por via das dúvidas não querendo ficar a mercê das bactérias tomamos e repetimos na sequência do café preto brindando ao dia que começava. A tarde abriu um sol e nos esticamos no deck de frente para o mar Adriático, que na Croácia é de um azul fantástico, para aproveitar e fazer nada, literalmente nada. Até que o seu Jacow deu a ideia de pescarmos uns peixes para fritar e acompanhar o vinho. E por que não? De arrastão em arrastão fomos acumulando algumas centenas de peixinhos que ficaram ótimos depois de fritos. Também como acontece muitas vezes nessa viagem, quando gostamos vamos ficando e só saímos de lá depois de 4 dias.

Litoral Croácia

Relax em Bibinje


Litoral Croácia

Pôr do sol em Bibinje

Seguimos para o sul, mais uma vez com destino incerto afinal ou iríamos até a principal cidade turística do país, Dubrovnik ou iríamos direto para a Bósnia. Nada disso, acabamos parando em Trogir que pelo GPS parecia bem interessante, uma cidade murada em uma pequena ilhota e diferente de Zadar, não decepcionou. Com 2.300 anos de história e influencias grega, romana e veneziana as ruazinhas internas são ótimas para se perder e apreciar a arquitetura gótico-romana extremamente bem preservada que pode até fazer você achar que está de fato na Itália. Também, por sorte, fez sol e um belo pôr do sol! Dormimos por ali mesmo, no estacionamento.

Litoral Croácia

Trogir


Litoral Croácia

Trogir


Litoral Croácia

Trogir


No dia seguinte, ainda por decidir seguimos para o sul, curtindo os visuais da estrada costeira e resolvemos que se fôssemos para Dubrovnik seria depois da Bósnia, então viramos para o leste rumo a um novo e muito esperado país, a Bósnia e Hezergovina, único país de maioria muçulmana na Europa, palco de uma longa guerra na década de 90 e recentemente chegou a posição de país mais pobre da Europa.
Litoral Croácia

Acordando no free camping

Próximos passos

Mostar, a cidade mais turística da Bósnia, foi também a mais destruída durante a guerra com a Sérvia e a Croácia que acabou em 1995. É pra lá que nós vamos.

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